“Ainda estamos longe do aceitável, porém, os números apresentados nos fazem acreditar que, com as políticas públicas adotadas para combater a histórica violência no Pará, estamos retomando o difícil caminho da paz”.

Assim o deputado federal José Priante (MDB-PA) avaliou o relatório apresentado recentemente pela Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social (Segup), que aponta redução no índice de criminalidade no Pará em setembro deste ano em comparação ao mesmo mês de 2018.

O relatório da Segup destaca os casos de homicídios, que no período pesquisado tiveram queda de 36% em todo o Estado, caindo de 321 mortes em setembro de 2018 para 204 ocorrências em 2019, o que representa a preservação de 117 vidas. “Cada vida preservada é uma importante conquista”, ressaltou Priante.

Os Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLI), que englobam homicídio, latrocínio e lesão corporal seguida de morte, registraram redução de 36%. Em setembro de 2018 foram 337 ocorrências, enquanto no mesmo período de 2019 foram 217 (120 crimes a menos).

Já com relação ao número de roubos, foram 8.068 ocorrências em 2018 e 6.529 em 2019, queda de 1.539 casos, ou seja, menos 19% nesse tipo de crime. Essa também é a maior taxa de redução de roubos em todos os meses de setembro, desde 2010.

Os roubos a transeuntes também diminuíram. A queda foi de 25% em todo o território paraense, conforme a Segup. Em setembro de 2018 foram registrados 6.898 casos e 5.194 ocorrências em setembro deste ano, resultando na redução de 1.704 roubos.

Os roubos a veículos apresentaram diminuição de 43%, sendo 483 no ano passado e 277 casos em setembro deste ano, o que resultou em 206 ocorrências a menos. Os roubos a coletivos alcançaram uma das maiores quedas: 90%. Em setembro de 2018 foram 88 ocorrências e em setembro deste ano apenas nove – menos 79 casos.

REGIÃO METROPOLITANA

Na Região Metropolitana de Belém, apontada como uma das mais violentas do país, houve também significativo avanço no combate à criminalidade, segundo a Segup.

Em setembro de 2018 foram 112 casos de homicídios, número que caiu para 40 em setembro deste ano, ou seja, queda de 64%, o que significa que 72 pessoas não foram assassinadas na região naquele período.

Os casos de roubos na RMB, comparando setembro de 2018 e de 2019, caíram 25%, com 5.083 registros no ano passado e 3.836, neste ano, o que resultou em 1.247 roubos a menos.

A região, segundo Priante, merece atenção especial dos órgãos de segurança por concentrar o maior número de habitantes em todo o estado do Pará. São mais de 2,5 milhões de pessoas distribuídas em sete municípios: Belém, Ananindeua, Benevides, Marituba, Santa Bárbara do ParáSanta Isabel do Pará e Castanhal.

“É uma região bastante vulnerável, que necessita de maior ação preventiva e repressiva das forças policiais”, recomenda Priante. “Mas não basta apenas a presença da polícia, é preciso também ações que promovam a educação, gerem emprego e melhorem a qualidade de vida da população”.

ÍNDICES DE JANEIRO A SETEMBRO

A Segup também apresentou relatório comparando as ocorrências registradas em todo o Pará entre 1º de janeiro a 30 de setembro de 2018 e 2019. Nesse período, os casos de homicídios caíram em 27%. Nos primeiros nove meses de 2018 foram 2.908 ocorrências, enquanto que em 2019 ocorreram 2.119, ou seja, menos 789 homicídios.

Em relação ao número de roubos, a secretaria contabilizou 82.583 casos entre 1º de janeiro a 30 de setembro de 2018. No mesmo período de 2019, esse número caiu para 64.397, redução de 22%, o que representa 18.186 casos a menos em todo o território paraense.

VALORIZAÇÃO DOS POLICIAIS

O deputado Priante, que preside a Comissão Especial da Câmara que analisa o projeto de reestruturação das carreiras das Forças Armadas, ressaltou que a valorização dos policiais militares e dos bombeiros é um fator que pode contribuir para reduzir ainda mais os índices de criminalidade tanto no Pará como nos demais estados brasileiros.

A comissão especial, que na próxima semana deve votar o parecer do relator, o deputado Vinícius Carvalho (Republicanos-SP), tende a aprovar a inclusão de bombeiros e policiais militares na chamada reforma da previdência das Forças Armadas.

“A inclusão dessas categoriais no projeto é um reconhecimento da importância desses militares para a sociedade”, enfatizou Priante. “Ao valorizarmos essas categorias, atendendo às suas justas reivindicações, teremos policiais muito mais motivados para combater a criminalidade”.

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