2018.04.03 setor 300x115 - Raio X do saneamento: Brasil ainda tem parcela generosa da população sem acesso à água potável e esgoto em pleno século XXIMetade da população brasileira não tem acesso à coleta de esgotos. Isto significa que mais de 100 milhões de pessoas têm que fazer descarte de dejetos de forma alternativa – que vão parar, via de regra, em fossas e rios. E a reversão desse quadro não está no horizonte imediato do país: o avanço dos investimentos em saneamento é lento – subiu apenas 8,3 por cento entre 2007 e 2015, segundo estudo realizado pelo Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS).

O ritmo não combina com o tamanho do problema que as deficiências em infraestrutura sanitárias provocam – e que vão muito além dos impactos na qualidade de vida, desembocando na saúde pública, meio ambiente e economia do país.

O tratamento do esgoto também é um problema.

No Nordeste, somente 32,11% do esgoto é tratado. Na região Sul, 41,43% do esgoto é tratado e o índice de atendimento total é de 41,02%.

A região Sudeste tem 47,39% do esgoto tratado e 77,23% de índice de atendimento total. O Centro-Oeste é a região com melhor desempenho e possui 50,22% do esgoto é tratado.

Torneiras secas

Jose Priante 300x180 - Raio X do saneamento: Brasil ainda tem parcela generosa da população sem acesso à água potável e esgoto em pleno século XXI

Os déficits em esgotamento sanitário se estendem ao abastecimento de água potável, que não atingem – em pleno século XXI – em torno de 20 por cento da população.

E a expansão da oferta de água na torneira também avança lentamente: de acordo com o SNIS, em 2015 houve um aumento de apenas 2,4 pontos percentuais, atingindo 83,3% da população.

E essa tem sido a média das intervenções nos últimos anos tem ficado abaixo de 2015 – algo em torno de 1,5%. O que deixa o cenário de atendimento completo da demanda para um calendário distante.

Saneamento no Pará

Os baixos investimentos atingem todo o país. Mas se pronunciam justo nas porções mais pobres. No ranqueamento das cidades menos contempladas, segundo os monitoramentos do SNIS de 2015, figuram duas cidades paraenses – Santarém e Ananindeua.

Para ajudar a mudar essa triste realidade o deputado federal José Priante (MDB/PA) destinou recursos para obras de saneamento nos municípios paraenses. Em Salvaterra estão em andamento às obras que vão ampliar o sistema de tratamento de água e esgoto, um sonho dos moradores que está se tornando realidade. Em Novo Progresso e Santarém as obras de saneamento que também receberam recursos de Priante já foram concluídas.

O município de Peixe-Boi também recebeu recursos de Priante. O reservatório tem capacidade para 300 mil litros de água e alcança cem por cento da zona urbana do município, com possibilidade de expansão para o setor rural.

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