WhatsApp Image 2019 08 27 at 20.14.22 1024x683 - Comissão da reforma dos militares elogia Forças  Armadas no combate às queimadas na Amazônia
Comissão Especial realiza primeira audiência pública

O envio de tropas das Forças Armadas para combater as queimadas na Amazônia foi elogiada, nesta terça-feira (27), pelos parlamentares da comissão especial da Câmara que analisa o projeto que cria o sistema de proteção social do Exército, da Marinha e da Aeronáutica.

Na primeira audiência pública da comissão, que contou com a presença do ministro da Defesa, general Fernando Azevedo, e diversos oficiais, o deputado José Priante (MDB-PA), presidente do colegiado, disse que a população da região agora poderia se sentir mais segura com a presença dos militares no combate às chamas e na repressão a crimes ambientais.

O parlamentar lamentou, porém, que os sete países mais ricos do mundo tenham oferecido ao governo brasileiro apenas R$ 83 milhões para o combate às queimadas na Amazônia, enquanto o governo da França já arrecadou cerca de 1 bilhão de dólares para a reconstrução da Catedral de Notre Dame de Paris.

“AMAZÔNIA ESPERANÇA”

Por entender que para a qualidade de vida do planeta a Amazônia é mais importante do que a Notre-Dame, “sem desmerecer o valor histórico e arquitetônico da Catedral”, Priante sugeriu ao ministro que o governo brasileiro crie uma campanha visando angariar mais recursos para as ações de proteção da região. “Queremos mais recursos, porque de discursos estamos fartos”, defendeu.

Com a campanha, o governo poderia receber doações de cidadãos, empresas e instituições de todos os cantos do planeta, principalmente da Europa, onde são mais fortes as reações internacionais contra  as queimadas. “Seria a campanha Amazônia Esperança”, sugeriu, em referência à campanha da Unicef  “Criança Esperança”, divulgada pela TV Globo.

DIREITOS DOS MILITARES

O envio de tropas das Forças Armadas para conter as queimadas na Amazônia serviu de argumento para o ministro Fernando Azevedo defender a importância do Exército, da Marinha e da Aeronáutica em defesa dos interesses do país.

Importância que justificaria também a aprovação do projeto de lei do governo (PL 1.645/19), que altera as regras do sistema social dos militares. “Esse projeto começou a ser costurado em 2016”, lembrou o general. “Não é um projeto deste ou daquele governo, é um projeto de Estado”.

Segundo o ministro, com a mudança nas regras de aposentadoria dos militares e a reestruturação da carreira estima-se que o governo economizará R$ 10,45 bilhões em 10 anos. A aprovação do projeto resultaria numa economia de R$ 97,3 bilhões, mas o reajuste dos vencimentos dos militares custará R$ 86,85 milhões ao governo. Em 20 anos, a economia seria de R$ 33,65 bilhões.

POLÍCIA MILITAR

Um dos assuntos mais debatidos pelos parlamentares na primeira audiência pública foi a inclusão dos policiais e bombeiros militares estaduais no projeto do governo.

Muitos querem aproveitar a tramitação desse projeto para atender aos pleitos desses policiais, mas a cúpula das Forças Armadas prefere que isso seja feito em outro momento ou por meio de projetos distintos.

O tema volta a debate na próxima quinta-feira (29), às 9h, em plenário ainda a ser definido.

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